{"id":22720,"date":"2018-07-03T00:00:37","date_gmt":"2018-07-02T22:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.claret.org\/?p=22720"},"modified":"2018-07-03T00:00:37","modified_gmt":"2018-07-02T22:00:37","slug":"3-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/3-julho\/","title":{"rendered":"3 Julho"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-field-meditacion-cita-texto field-type-text-long field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">S\u00f3 a religi\u00e3o cat\u00f3lica, divina em sua origem, divina em sua propaga\u00e7\u00e3o, divina em sua conserva\u00e7\u00e3o, \u00e9 a que diz ao homem: respeito \u00e0 autoridade e uso leg\u00edtimo da raz\u00e3o, conforme lemos nas Escrituras sagradas: comecem sujeitando, diz S\u00e3o Paulo, o entendimento \u00e0 f\u00e9 e creiam que esta atitude seja razo\u00e1vel.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-meditacion-cita field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">O Trem, Barcelona, 1857, p. 30<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"titulo-meditacion\">\n<h2>F\u00c9 E RAZ\u00c3O<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Paulo, na carta aos Romanos, afirma a origem divina da autoridade quando a autoridade \u00e9 constitu\u00edda legitimamente para o bem comum (cf. Rm 13,4s); portanto, deve ser respeitada. Mas um pouco antes (12,1s) nos fala do uso leg\u00edtimo da raz\u00e3o para saber discernir.<br \/>\nN\u00e3o podemos esquecer em que campo nos movemos, dentro de um \u00e2mbito cultural muito amplo, invadidos por um modo de vida no qual Deus \u00e9 o grande ausente. N\u00e3o se trata simplesmente do reconhecimento da justa autonomia das realidades temporais em suas institui\u00e7\u00f5es, algo que \u00e9 inteiramente compat\u00edvel com a f\u00e9 crist\u00e3 e at\u00e9 diretamente favorecido e exigido por ela, como muito bem disse o Conc\u00edlio em sua Constitui\u00e7\u00e3o sobre A Igreja no Mundo Atual (cf LG 36). O que \u00e9 inaceit\u00e1vel \u00e9 o esquecimento da necess\u00e1ria rela\u00e7\u00e3o do criado com seu Criador, o ate\u00edsmo pr\u00e1tico, quando n\u00e3o te\u00f3rico tamb\u00e9m.<br \/>\nDe fato no ocidente vivemos em um ambiente cada dia mais laico, no qual n\u00e3o s\u00f3 se exclui Deus e sua presen\u00e7a na vida cotidiana, mas se convida a pensar que s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lido o que \u00e9 suscept\u00edvel de verifica\u00e7\u00e3o emp\u00edrica, o que se pode medir, contar ou pesar, ou o que \u00e9 constru\u00eddo pelo ser humano. Induz, al\u00e9m disso, a fazer da liberdade individual um valor absoluto, ao qual tudo o resto deve submeter-se.<br \/>\nComo crentes devemos sentir-nos chamados a respeitar a autoridade, sim, como respeitamos toda pessoa humana. Mas no exerc\u00edcio dos deveres e direitos c\u00edvicos devemos fazer uso leg\u00edtimo da raz\u00e3o para saber discernir se o que nos ordena est\u00e1 conforme \u00e0 nossa f\u00e9 e seus valores \u00e9ticos ou, pelo contr\u00e1rio, se op\u00f5e.<br \/>\nComo vivo minha f\u00e9 crist\u00e3 em meio a uma sociedade laica, descrente, com frequ\u00eancia indiferente diante dos valores religiosos e, \u00e0s vezes, dos meramente humanos? Como vivo meus deveres c\u00edvicos? Pretendo fazer compat\u00edvel o incompat\u00edvel, ou, desde minha f\u00e9, me distancio criticamente do desumano e exer\u00e7o a devida den\u00fancia prof\u00e9tica?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 a religi\u00e3o cat\u00f3lica, divina em sua origem, divina em sua propaga\u00e7\u00e3o, divina em sua conserva\u00e7\u00e3o, \u00e9 a que diz ao homem: respeito \u00e0 autoridade e uso leg\u00edtimo da raz\u00e3o, conforme lemos nas Escrituras sagradas: comecem sujeitando, diz S\u00e3o Paulo, o entendimento \u00e0 f\u00e9 e creiam que esta atitude seja razo\u00e1vel. O Trem, Barcelona, 1857, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[527],"tags":[],"class_list":["post-22720","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-claret-com-voce"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pdaBmi-5Us","jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22720\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}