{"id":30412,"date":"2018-10-04T00:00:44","date_gmt":"2018-10-03T22:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.claret.org\/?p=30412"},"modified":"2018-10-04T00:00:44","modified_gmt":"2018-10-03T22:00:44","slug":"4-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/4-outubro\/","title":{"rendered":"4 Outubro"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-field-meditacion-cita-texto field-type-text-long field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Quando algu\u00e9m \u00e9 pobre e o quer ser e \u00e9 pobre de boa vontade e n\u00e3o for\u00e7adamente, ent\u00e3o gosta da do\u00e7ura da virtude da pobreza e, al\u00e9m disso, Deus d\u00e1 uma for\u00e7a.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-meditacion-cita field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Aut 364<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"titulo-meditacion\">\n<h2>A POBREZA QUE N\u00c3O DOI<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Existe uma pobreza-virtude, pobreza escolhida e existe uma pobreza que \u00e9 mis\u00e9ria for\u00e7ada. A primeira humaniza e faz livre; a mis\u00e9ria for\u00e7ada desumaniza, \u00e0s vezes embrutece e at\u00e9 conduz \u00e0 delinqu\u00eancia; \u00e0 mis\u00e9ria econ\u00f4mica se associa facilmente \u00e0 mis\u00e9ria cultural e moral.<br \/>\nA bem-aventuran\u00e7a da pobreza ocupa o primeiro lugar, tanto em Lc 6, 20ss como em Mt 5, 3ss. Mas n\u00e3o tem o mesmo sentido nem a mesma formula\u00e7\u00e3o em os ambos evangelistas. Em Lucas, provavelmente mais pr\u00f3ximo ao pensamento de Jesus, se declaram bem-aventurados os pobres porque deixar\u00e3o de s\u00ea-lo gra\u00e7as a uma pronta interven\u00e7\u00e3o de Deus em seu favor; d\u00e1 a entender que esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 querida por Deus. Nesta linha, o arcebispo Claret, ao perceber a mis\u00e9ria em que viviam muitos sacerdotes em Cuba, interveio diante da Rainha e do Governo para que lhes fosse dado um sal\u00e1rio digno: \u201cpara que (o clero) trabalhe como deve e dele se exige, \u00e9 preciso que n\u00e3o tenha que mendigar ou reclamar sustento por meios pouco decorosos\u201d (EC I, p. 517); sentia-se ferido pelo fato de que \u201c\u00e0s vezes o pobre padre se via obrigado a ir ao tug\u00fario do negro para comer com ele seu inhame e sua banana, para n\u00e3o perecer de mis\u00e9ria\u201d (EC I, p. 608).<br \/>\nEm Mateus 5, 3 a express\u00e3o \u201cpobres de esp\u00edrito\u201d n\u00e3o descreve uma situa\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica, mas um desprendimento volunt\u00e1rio, op\u00e7\u00e3o que somente pode fazer quem \u00e9 muito rico de esp\u00edrito. S\u00e3o Paulo falava de sua indiferen\u00e7a diante da fartura ou da fome, indiferen\u00e7a de quem \u201ctudo pode naquele que o conforta\u201d (Fl 4, 13). Claret far\u00e1 uma confiss\u00e3o muito semelhante: \u201cV\u00f3s sois para mim suficient\u00edssimo\u201d (Aut 445). Quem tem esta peculiar riqueza pode definir-se como S\u00e3o Paulo e seus colaboradores: viviam \u201ccomo quem nada tem, mas possuindo tudo\u201d (2Cor 6, 10).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando algu\u00e9m \u00e9 pobre e o quer ser e \u00e9 pobre de boa vontade e n\u00e3o for\u00e7adamente, ent\u00e3o gosta da do\u00e7ura da virtude da pobreza e, al\u00e9m disso, Deus d\u00e1 uma for\u00e7a. Aut 364 A POBREZA QUE N\u00c3O DOI Existe uma pobreza-virtude, pobreza escolhida e existe uma pobreza que \u00e9 mis\u00e9ria for\u00e7ada. 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