{"id":74884,"date":"2020-02-10T23:39:51","date_gmt":"2020-02-10T22:39:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.claret.org\/sem-categoria\/150-anos-da-aprovacao-das-constituicoes\/"},"modified":"2020-02-10T23:39:51","modified_gmt":"2020-02-10T22:39:51","slug":"150-anos-da-aprovacao-das-constituicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.claret.org\/pt-pt\/150-anos-da-aprovacao-das-constituicoes\/","title":{"rendered":"150 ANOS DA APROVA\u00c7\u00c3O DAS CONSTITUI\u00c7\u00d5ES"},"content":{"rendered":"<p>No dia 11 de fevereiro de 1870, o Papa Pio IX aprovou perpetuamente a Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios e suas Constitui\u00e7\u00f5es. Foi a coroa\u00e7\u00e3o de um longo e \u00e0s vezes tortuoso caminho de discernimento e delibera\u00e7\u00e3o. A Congrega\u00e7\u00e3o, em di\u00e1logo com a Santa S\u00e9, estava moldando e formulando sua pr\u00f3pria identidade. Felizmente, toda o percurso se realizou em vida do Fundador, protagonista de primeira linha no complexo processo.<\/p>\n<p>A origem remota estava em 1849, quando Claret, antes de separar-se de seus mission\u00e1rios rec\u00e9m fundados para assumir o comando do arcebispado de Cuba, redigiu alguns &#8220;regulamentos ou constitui\u00e7\u00f5es&#8221;. N\u00e3o tinham o formato nem a pretens\u00e3o de Constitui\u00e7\u00f5es de um instituto religioso, mas eram algo muito mais espont\u00e2neo e livre, orientado para viver o &#8220;estado mission\u00e1rio&#8221;; n\u00e3o havia votos, mas as virtudes apost\u00f3licas, encabe\u00e7adas pela obedi\u00eancia (= disponibilidade para ser enviado). O Fundador n\u00e3o buscou um solene referendo eclesial, aproveitando a presen\u00e7a em Vic de quatro bispos no dia de sua consagra\u00e7\u00e3o episcopal (coisa que fez com as Constitui\u00e7\u00f5es das Irm\u00e3s Vedrunas), mas a aprova\u00e7\u00e3o de seu bispo, D. Luciano Casadevall.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PARA A APROVA\u00c7\u00c3O PONTIF\u00cdCIA: UM CAMINHO EM TR\u00caS FASES.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.- Primeira fase: at\u00e9 o <em>Decretum Laudis<\/em> (1860)<\/p>\n<p>No dia 26 de maio de 1857, Claret voltou de Cuba para Madri para ser o confessor real. Em meados de junho, o superior de seus mission\u00e1rios, Pe. Esteban Sala, apareceu na capital para trocar impress\u00f5es com ele e revisar o texto normativo que havia deixado quando saiu. A experi\u00eancia de seis longos anos teria mostrado sua funcionalidade maior ou menor.<\/p>\n<p>A Congrega\u00e7\u00e3o havia crescido moderadamente e seus membros desejavam uma consolida\u00e7\u00e3o legal, atrav\u00e9s de algum tipo de reconhecimento can\u00f4nico e civil, o que exigia a impress\u00e3o das Constitui\u00e7\u00f5es. O Fundador, talvez conjuntamente com o Pe. Sala, revisou ligeiramente o texto de 1849 e o sancionou com sua assinatura no dia 29 de junho: \u201cSancionamos e assinamos estes Regulamentos ou Constitui\u00e7\u00f5es, por n\u00f3s ordenados e novamente adicionados\u201d (EC I, p. 1363). No dia 8 de setembro, em um ato solene de aceita\u00e7\u00e3o, todos os Mission\u00e1rios as firmaram, e eram 13 Sacerdotes e 3 Irm\u00e3os. E antes do final de 1857 j\u00e1 foram para a gr\u00e1fica.<\/p>\n<p>No dia 25 de janeiro de 1858, Claret assinou o pedido de aprova\u00e7\u00e3o pelo Papa (EC I, p. 1504s). Talvez nas mesmas datas tenha iniciado tamb\u00e9m os procedimentos para sua aprova\u00e7\u00e3o pelo governo de Madri, que o concedeu aos 9 de julho de 1859; para isso, diz o Fundador: \u201ceu me vali de S.M., do Ministro e viagens ao Minist\u00e9rio\u201d (EC I, 1623).<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de setembro de 1858, as Constitui\u00e7\u00f5es foram aprovadas e recomendadas pelo Bispo de Vic. E, no dia 3 de abril do ano seguinte, talvez melhor informado sobre os procedimentos can\u00f4nicos, Claret assinou um segundo pedido a Roma (EC I, p. 1741), desta vez acompanhada tamb\u00e9m da assinatura do novo Superior Geral, Pe. Jos\u00e9 Xifr\u00e9, e pela aprova\u00e7\u00e3o do bispo diocesano Dom Casta\u00f1er. A tradu\u00e7\u00e3o ao italiano e outros detalhes da burocracia fizeram com que o dossi\u00ea n\u00e3o fosse apresentado na Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da OO e RR at\u00e9 27 de fevereiro de 1860. \/\/ De Roma pediram ainda um informe sobre o n\u00famero de casas, n\u00famero de presb\u00edteros, meios de sustenta\u00e7\u00e3o, etc. Claret o enviou, com novo pedido de aprova\u00e7\u00e3o, no dia 30 de setembro, apoiado por cartas comendat\u00edcias de outros quatro bispos (EC II, p. 35).<\/p>\n<p>Examinado tudo, no 19 de outubro de 1860, Pio IX assinou o <em>Decretum Laudis<\/em>, que a Congrega\u00e7\u00e3o da OO e RR enviou dias depois ao bispo de Vic e, por meio da Nunciatura, ao padre Claret. O \u201cInstituto de Presb\u00edteros Seculares de Miss\u00f5es\u201d era amplamente elogiado e recomendado; mas a aprova\u00e7\u00e3o de suas Constitui\u00e7\u00f5es foi adiada, at\u00e9 que fossem revisadas de acordo com as <em>Animadversiones<\/em> que chegariam em texto anexo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.- Segunda fase: at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o <em>Ad decennium per modum experimenti<\/em> (1865)<\/p>\n<p>a.- Revis\u00e3o do texto pelo primeiro Cap\u00edtulo Geral (Gracia, 1862)<\/p>\n<p>Celebrou-se de 7 a 14 de julho, sob a presid\u00eancia do Fundador. A Congrega\u00e7\u00e3o havia crescido consideravelmente e havia admitido seminaristas; era muito mais do que um &#8220;instituto de presb\u00edteros de miss\u00f5es&#8221;. O Cap\u00edtulo revisou significativamente as Constitui\u00e7\u00f5es e decidiu adicionar regulamentos para os formandos, al\u00e9m de um ato formal de incorpora\u00e7\u00e3o ao Instituto ao concluir o ano de prova\u00e7\u00e3o, que incluiria um juramento de perman\u00eancia e uma consagra\u00e7\u00e3o especial a Deus e a Maria, e aconselhava a emiss\u00e3o de votos privados.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Fundador, assim que voltou a Madri, redigiu o que foi decidido no cap\u00edtulo: &#8220;Regras para os Estudantes &#8230; Consagra\u00e7\u00e3o &#8230; Votos&#8221; (EC II, p. 510); no dia 28 de julho, quando j\u00e1 estava em La Granja, o entregou em Segovia ao Pe. Serrat, que o copiou e o enviou ao Pe. Xifr\u00e9, em Vic. Em dezembro, Claret redige tamb\u00e9m regras para novi\u00e7os, aspirantes e seu mestre (EC II, p. 576). V\u00e1rias vezes retocados os textos pelo pr\u00f3prio Fundador e, sobretudo, pelo Pe. Xifr\u00e9, em mar\u00e7o de 1863, enviou a Roma o novo texto constitucional, j\u00e1 traduzido para o latim, com a aprova\u00e7\u00e3o do Bispo de Vic, cartas comendat\u00edcias de outros bispos, e com v\u00e1rios documentos complementares. Precede uma s\u00faplica de aprova\u00e7\u00e3o assinada pelo Pe. Xifr\u00e9 e referendada por seu governo, e outra, naturalmente, firmada pelo Fundador. Ambos pedem a &#8220;aprova\u00e7\u00e3o das Constitui\u00e7\u00f5es com as adi\u00e7\u00f5es e emendas feitas pelo Cap\u00edtulo Geral e pelo ap\u00eandice complementar&#8221; (EC II, p. 616). Tudo vai dirigido ao Pe. Jos\u00e9 Reig, merced\u00e1rio e antigo membro da casa-miss\u00e3o de Vic, que a partir de agora ser\u00e1 o diligente e entusiasta procurador da Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios perante a Santa S\u00e9; no dia 20 de abril ele apresentou ao Papa todo esse dossi\u00ea e, nos meses seguintes, visitar\u00e1 regularmente a Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o de OO e RR e comunicar\u00e1 ao Pe. Xifr\u00e9 como v\u00e3o as coisas.<\/p>\n<p>b.- Nova revis\u00e3o pelo governo geral (1863-64)<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em setembro de 1863, surge um s\u00e9rio contratempo; um consultor romano descobre que a revis\u00e3o das Constitui\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinha levado em considera\u00e7\u00e3o as <em>Animadversiones<\/em> escritas em 1860, e se comunicou com o Bispo de Vic dizendo que assim  n\u00e3o podia seguir adiante. De fato, estas <em>Animadversiones <\/em>havia se perdido nos escrit\u00f3rios da Congrega\u00e7\u00e3o da OO e RR e nenhum Mission\u00e1rio as conhecia. Chegaram a Vic no dia 18 de novembro, e o Pe. Xifr\u00e9, um pouco desconcertado, decidiu convocar um cap\u00edtulo geral extraordin\u00e1rio para a nova revis\u00e3o. Mas o Padre Fundador, menos alterado, aconselhou-o a organizar as passagens em quest\u00e3o de acordo com as Constitui\u00e7\u00f5es dos Jesu\u00edtas e dos Redentoristas. Xifr\u00e9 e seu governo, com constante ajuda epistolar do Pe. Reig, agiram muito rapidamente, de modo que, no in\u00edcio de 1864, as Constitui\u00e7\u00f5es foram novamente revisadas e corrigidas e, em 3 de fevereiro, o sol\u00edcito procurador acusava o recebimento de tudo. Desta vez, o pedido de aprova\u00e7\u00e3o, datado de 11 de janeiro de 1864, n\u00e3o foi feito pelo Fundador, mas pelos PP. Xifr\u00e9, Clotet e B. Sala, como superior, primeiro conselheiro e secret\u00e1rio, respectivamente. Este pedido foi apoiado pelo bispo de Vic e provavelmente pelo n\u00fancio Barili, que, no final de janeiro, pediu ao Fundador uma \u201cbreve not\u00edcia\u201d da Congrega\u00e7\u00e3o, que ele enviou quase imediatamente. Esta j\u00e1 constava de &#8220;trinta e dois sacerdotes, quatro estudantes de Sagrada Teologia e dezoito irm\u00e3os leigos&#8221; (EC III, p. 447).<\/p>\n<p>c.- Nova revis\u00e3o ap\u00f3s o segundo cap\u00edtulo geral (Gracia, 1864)<\/p>\n<p>No final de abril de 1864, algumas <em>Animadversiones<\/em> foram formuladas em Roma para o texto apresentado; estas foram estudadas em Vic e apresentadas ao cap\u00edtulo geral, que ocorreu de 3 a 6 de julho. Os capitulares, um pouco incomodados com as <em>Animadversiones<\/em>, tiveram que ouvir duas medita\u00e7\u00f5es do Fundador sobre a ades\u00e3o incondicional \u00e0 Santa S\u00e9. Considerando que o assunto era, em alguns momentos, muito t\u00e9cnico, o cap\u00edtulo delegou a nova revis\u00e3o ao Fundador, presente ali, que concordou em prestar este novo servi\u00e7o a seus Mission\u00e1rios; embora quem fez quase tudo foi o Pe. Xifr\u00e9, em contato epistolar com o Pe. Fundador e o Pe. Reig. No dia 30 de janeiro de 1865, o Pe. Fundador dirigia a Pio IX o en\u00e9simo pedido de aprova\u00e7\u00e3o, agora &#8220;definitivo&#8221;, das Constitui\u00e7\u00f5es (EC II, p. 855).<\/p>\n<p>Em maio, por\u00e9m, desde a Congrega\u00e7\u00e3o de OO e RR, eles comunicam ao Pe. Reig que a aprova\u00e7\u00e3o das Constitui\u00e7\u00f5es deve preceder \u00e0 do Instituto. Essa aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 solicitada pelo Fundador e pelo Superior Geral em uma carta oficial assinada no 6 de junho; como motivo, alegam: \u201cpara que a Congrega\u00e7\u00e3o supra da maneira poss\u00edvel a falta de Ordens dos Religiosos\u201d (EC II, p. 894). Tamb\u00e9m o bispo de Vic envia seu pedido.<\/p>\n<p>d.- \u00daltimos retoques, realizados em Roma em novembro de 1865<\/p>\n<p>No final de outubro, o Pe. Fundador viaja a Roma por causa do problema criado pela aprova\u00e7\u00e3o real do Reino da It\u00e1lia; ele levou consigo o Pe. Xifr\u00e9, com a inten\u00e7\u00e3o expressa de agilizar o assunto das Constitui\u00e7\u00f5es. Os encontros com o Pe. Reig ser\u00e3o importantes, e os tr\u00eas em equipe, seguindo sugest\u00f5es de t\u00e9cnicos romanos, dar\u00e3o ao texto sua forma definitiva. Talvez o padre Xifr\u00e9 tenha acompanhado o Fundador em alguma de suas audi\u00eancias com Pio IX, realizadas de 6 a 23 de novembro. O Papa deve ter dado a eles esperan\u00e7a de retornar \u00e0 Espanha com as Constitui\u00e7\u00f5es aprovadas, mas foi impedido por uma longa doen\u00e7a do secret\u00e1rio da Congrega\u00e7\u00e3o de OO e RR. Eles deixaram Roma aos 27 de novembro e, em 22 de dezembro, o Papa Pio IX assinava a desejada aprova\u00e7\u00e3o <em>Ad decennium<\/em> <em>per modum experimenti<\/em>, simultaneamente, da Congrega\u00e7\u00e3o e de suas Constitui\u00e7\u00f5es. O Pe. Reig o comunicou ao Pe. Xifr\u00e9 no dia 23, com sua c\u00e9lebre carta dos \u201cAleluias\u201d, e ao Fundador, reinstalado j\u00e1 em Madri, chegou-lhe a not\u00edcia no dia 2 de janeiro, o que \u201co encheu da alegria celestial\u201d (EC II, p. 969). Por disposi\u00e7\u00e3o de Pe. Xifr\u00e9, prevendo o tempo necess\u00e1rio para traduzi-las ao espanhol e imprimi-las, as Constitui\u00e7\u00f5es entrariam em vigor no dia 1\u00ba de abril de 1866, dia de P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Evidentemente, com as sucessivas <em>Animadversiones<\/em> e retoques, o pequeno c\u00f3digo ia se transformando de Regulamentos para um pequeno grupo de sacerdotes diocesanos dedicados a miss\u00f5es, em algo muito semelhante a umas Constitui\u00e7\u00f5es de ordem religiosa, embora sem votos e sem a isen\u00e7\u00e3o que estas normalmente gozavam. O texto mesmo com o qual o Fundador e o Superior Geral pediram aprova\u00e7\u00e3o deixava claro que sua Congrega\u00e7\u00e3o n\u00e3o era uma ordem religiosa, mas uma institui\u00e7\u00e3o que de alguma forma podia suprir aquelas, desaparecidas pelas leis de exclaustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3.- Terceira fase: at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o definitiva (1870)<\/p>\n<p>Foi r\u00e1pido e simples. Com a revolu\u00e7\u00e3o de 1868, a Congrega\u00e7\u00e3o havia perdido sua personalidade jur\u00eddica na Espanha; mas, depois de pouco mais de um ano, a Congrega\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava estabelecida em pa\u00edses de tr\u00eas continentes: Fran\u00e7a, Arg\u00e9lia e Chile. Ultrapassava amplamente o diocesano e escapava das leis espanholas de exclaustra\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o Pe. Xifr\u00e9, em vista do que foi aprovado em 1865, n\u00e3o encontrava motivo para adiar em dez anos a aprova\u00e7\u00e3o definitiva. Finalmente, a presen\u00e7a do Fundador em Roma desde abril de 1869, e a dos outros bispos espanh\u00f3is a partir do outono, por ocasi\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano I, foi um momento prop\u00edcio para que eles influenciassem a Santa S\u00e9 em favor do que se pretendia.<\/p>\n<p>O Pe. Xifr\u00e9 apresentou ao Fundador, em carta de 14 de novembro de 1869 (EpPas III, p. 392ss), o rascunho do pedido \u00e0 Santa S\u00e9: aprova\u00e7\u00e3o definitiva da Congrega\u00e7\u00e3o e suas Constitui\u00e7\u00f5es e obrigatoriedade de emitir votos p\u00fablicos, como verdadeira ordem religiosa. Para isso, esperava que Claret usasse &#8220;todo o seu reconhecido zelo e influ\u00eancia\u201d. Com a aprova\u00e7\u00e3o do Fundador, o Pe. Xifr\u00e9 dirigiu o pedido ao Papa em 1\u00ba de dezembro. E no dia 16, Claret diz a ele que est\u00e1 visitando os escrit\u00f3rios romanos e buscando o apoio de monsenhores e de bispos espanh\u00f3is para alcan\u00e7ar o objetivo desejado (EC II, p. 1473ss).<\/p>\n<p>No dia 20 de setembro, havia falecido o benem\u00e9rito merced\u00e1rio Fr. Jos\u00e9 Reig, mas a partir de ent\u00e3o se constituiu em procurador dos Mission\u00e1rios, o bispo de Vic, Dom Luis Jord\u00e1. Ele, o Pe. Fundador e seu capel\u00e3o Pe. Lorenzo Puig se alternar\u00e3o em visitar v\u00e1rias vezes por semana os escrit\u00f3rios da Congrega\u00e7\u00e3o de OO e RR para ver como est\u00e3o as coisas. O resultado de tais esfor\u00e7os ser\u00e1 que, no dia 11 de fevereiro de 1870, o Papa Pio IX assina a aprova\u00e7\u00e3o definitiva das Constitui\u00e7\u00f5es, apenas retocadas, e o reconhecimento da Congrega\u00e7\u00e3o como Instituto de Votos P\u00fablicos, simples e perp\u00e9tuos.<\/p>\n<p>Curiosamente o padre Claret n\u00e3o \u00e9 informado e se inteira do fato durante uma visita \u00e0 chancelaria no dia 12 de mar\u00e7o; imediatamente ele o comunica ao Pe. Xifr\u00e9 (EC II, p. 1455). O Decreto da S. Congrega\u00e7\u00e3o de OO e RR foi emitido em 2 de maio e, no dia 8 de julho, Pio IX aprovava a f\u00f3rmula da profiss\u00e3o com a emiss\u00e3o de votos. Com esta f\u00f3rmula, todos os membros da Congrega\u00e7\u00e3o professar\u00e3o nos meses seguintes e, com ela, os claretianos do futuro professar\u00e3o, por um longo s\u00e9culo, at\u00e9 1971.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Severiano Blanco, cmf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 11 de fevereiro de 1870, o Papa Pio IX aprovou perpetuamente a Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios e suas Constitui\u00e7\u00f5es. Foi a coroa\u00e7\u00e3o de um longo e \u00e0s vezes tortuoso caminho de discernimento e delibera\u00e7\u00e3o. A Congrega\u00e7\u00e3o, em di\u00e1logo com a Santa S\u00e9, estava moldando e formulando sua pr\u00f3pria identidade. 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